terça-feira, 1 de julho de 2014

Espiritualidade coletiva

Eu, Rebeca Vitória Oliveira de Souza, me declaro autônoma no aspecto religioso. É isso, mesmo, a minha religião é ser autônoma. Da minha espiritualidade eu cuido sozinha (e claro, com os amigos que me conhecem mesmo sem que eu saiba).
A verdade é que não tenho cuidado muito bem dela, mas procuro fazer de acordo com minhas limitações.
Escrevo esse post no dia de hoje apenas para registrar algo que tem feito a diferença na minha forma de pensar a vida.
Desde criança, pensei no meu desenvolvimento espiritual apenas para mim, isto é, totalmente individual. Aí, conforme fui crescendo e aprendendo com a vida, percebi que não vivemos sozinhos (pois é, percebi meio tarde).
Você deve estar pensando que eu sou pregadora de alguma coisa e que quero converter alguém. Não, muito pelo contrário. Quero mostrar que percebi  que a espiritualidade deve fazer de nós pessoas melhores, e consequentemente, que tornem o mundo um lugar melhor (nossa, que coisa, né Rebeca?). De certa forma, creio na preocupação com as questões espirituais como uma forma de se preocupar com o próximo e, principalmente, com o coletivo. Ou seja, de nada adianta desenvolver a si próprio e não estender os benefícios e a consciência aos outros.
Não acredito em dogmas, verdades reveladas e muito menos ideias impostas. Portanto, acho que ninguém deve impor sua fé ao outro e nem tem o direito de determinar o certo e o errado (do ponto de vista de quem se diz espiritualista). Logo, não cabe a mim tentar "salvar a sociedade" com minhas humildes ideias. Estou dizendo apenas que, ainda que eu me considere no futuro alguém um pouco mais contente com meu desenvolvimento espiritual, isso não terá valor se eu não levar algo de bom para o mundo. E como vou mudar o mundo? Digo que só posso começar por mim mesma.